terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Estudo das Obras de André Luiz 2017


Um novo livro abre os ESTUDOS DAS OBRAS DE ANDRÉ LUIZ, turma das sextas, às 16 horas, começa dia 03 de Março. NO MUNDO MAIOR. 

Inscrições na da Sede da Rua Maria Paula, secretaria do 1.o andar. 

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Feliz Ano Novo

Quando eu era criança e pegava uma tangerina para descascar, corria para meu pai e pedia: "Pai, começa o começo!”

O que eu queria era que ele fizesse o primeiro rasgo na casca, o mais difícil e resistente para as minhas pequenas mãos. Depois, sorridente, ele sempre acabava descascando toda a fruta para mim. Mas, outras vezes, eu mesmo tirava o restante da casca a partir daquele primeiro rasgo providencial que ele havia feito.

Não sou mais criança. E muitas vezes fico tão perdido sem saber pra quem pedir pra pelo menos, “começar o começo” de tantas cascas duras que encontro pelo caminho.

Hoje, minhas “tangerinas” são outras. Preciso “descascar” as dificuldades do trabalho, os problemas no núcleo familiar, o esforço diário para fazer tudo certo, para não decepcionar as pessoas que me amam, as dúvidas e conflitos que nos afligem diante de decisões e desafios.

Em certas ocasiões, minhas tangerinas transformam-se em enormes abacaxis… Lembro-me, então, que a segurança de ser atendido pelo papai quando lhe pedia para “começar o começo” era o que me dava a certeza que conseguiria chegar até ao último pedacinho da casca e saborear a fruta.

Quando a vida parecer muito grossa e difícil, como a casca de uma tangerina para as mãos frágeis de uma criança, lembre-se de pedir a Deus: “Pai, começa o começo!”



Ele não só “começará o começo”, mas resolverá toda a situação para você. Não sei que tipo de dificuldade eu e você encontraremos pela frente. Sei apenas que vou me garantir no Amor Eterno de Deus para pedir, sempre que for preciso: “Pai, começa o começo."

Roberto Shinyashiki 

sábado, 25 de junho de 2016

DESAPEGO: O carma mais poderoso

Você não é capaz de deixar de sentir raiva. Você não é capaz de deixar de sentir vaidade. Você não é capaz de deixar de sentir afeição. Mas você é capaz de não estar apegado. Você não é capaz de deixar de sentir tristeza. Mas é capaz de sentir-se desapegado da tristeza. Você não é capaz de deixar de sentir felicidade, mas é capaz de se desprender da felicidade. Como ser humano, a única via é deixar de estar apegado. Você não é capaz de deixar de estar apreensivo diante de alguma situação, ou de criar expectativas sobre algo, mas é capaz de não estar preso às expectativas surgidas, as apreensões. Você não é capaz de deixar de sentir dor, mas é capaz de não estar amarrado ao sofrimento. A ação mais elevada do ser humano é a de não estar apegado aos seus sentimentos, aos seus pensamentos, às suas percepções. Por que assim torna-se semelhante à terra e ao universo. Não estar apegado libera os outros simultaneamente. Você não é capaz de deixar de sentir desejos, mas é muito capaz de não estar mais preso, sitiado, diminuído, limitado e definido, pelos desejos. Por que você é capaz de não estar possuído pelos desejos. Desprender-se é a coisa mais importante que o ser humano é capaz de fazer nessa existência.
Seu corpo-mente não é definitivo. A habilidade de penetrar o profundo desprendimento e nele permanecer é o contato definitivo com o eterno. A habilidade de se desprender é o mais poderoso carma para a nossa liberação final. Encontrar-se desprendido é reconhecer seu lar além do tempo-espaço. O desapego é uma atitude totalmente humana e transcendente. Embora este seja o estado natural da "mente do universo", para o ser humano é necessário uma ação e uma determinação neste sentido. Sem absolutamente nenhum prejuízo à sua integridade.
A habilidade de livrar a mente do apego a si mesma, e portanto do mundo, é exatamente a liberação do sofrimento. A única maneira de livrar o mundo de todo o sofrimento. Um salto além de todos os impedimentos. O fim do medo.


segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

SER ESPIRITA



Ser espírita não é ser nenhum religioso; é ser cristão... Não é ostentar uma crença; é vivenciar a fé sincera... Não é ter uma religião especial; é deter uma grave responsabilidade...
 
Não é superar o próximo; é superar a si mesmo... Não é construir templos de pedra; é transformar o coração em templo eterno...
 
Ser espírita não é apenas aceitar a reencarnação; é compreendê-la... como manifestação da Justiça Divina e caminho natural para a perfeição... Não é só comunicar-se com os Espíritos, porque todos indistintamente se comunicam, mesmo sem o saber...
 
Ser espírita não é apenas consumir as obras espíritas para obter conhecimento e cultura; é transformar os livros, suas mensagens, em lições vivas para a própria mudança... Ser sem vivenciar é o mesmo que dizer sem fazer...
 
Ser espírita não é internar-se no Centro Espírita, fugindo do mundo para não ser tentado; é conviver com todas as situações lá fora, sem alterar-se como espírita, como cristão...
 
O espírita consciente é espírita no templo, em casa, na rua, na fila, ao telefone, sozinho ou no meio da multidão, na alegria e na dor, na saúde e na doença... Ser espírita não é ser diferente; é ser exatamente igual a todos, porque todos são iguais perante Deus...
 
Não é mostrar-se que é bom; é provar a si próprio que se esforça, porque ser bom deve ser um estado normal do homem consciente. Anormal é não ser bom...
 
Ser espírita não é curar ninguém; é  contribuir para que alguém trabalhe a sua própria cura... Não é tornar o doente um dependente dos supostos poderes dos outros; é ensinar-lhe a confiar nos poderes de Deus e nos seus próprios, que estão na sua vontade sincera e perseverante...
 
Ser espírita não é consolar-se em dar, porque pelas leis naturais da vida, é mais bem aventurado dar do que receber...
  
Não é esperar que Deus desça até onde nós estamos;  é subir ao encontro de Deus, elevando-se moralmente e esforçando-se para melhorar sempre.
 
Isto é ser Espírita com as bênçãos de Jesus, nosso Mestre. 
 
Aprendendo a lidar com as crises.
autor Wanderley Pereira.