sábado, 25 de junho de 2016

DESAPEGO: O carma mais poderoso

Você não é capaz de deixar de sentir raiva. Você não é capaz de deixar de sentir vaidade. Você não é capaz de deixar de sentir afeição. Mas você é capaz de não estar apegado. Você não é capaz de deixar de sentir tristeza. Mas é capaz de sentir-se desapegado da tristeza. Você não é capaz de deixar de sentir felicidade, mas é capaz de se desprender da felicidade. Como ser humano, a única via é deixar de estar apegado. Você não é capaz de deixar de estar apreensivo diante de alguma situação, ou de criar expectativas sobre algo, mas é capaz de não estar preso às expectativas surgidas, as apreensões. Você não é capaz de deixar de sentir dor, mas é capaz de não estar amarrado ao sofrimento. A ação mais elevada do ser humano é a de não estar apegado aos seus sentimentos, aos seus pensamentos, às suas percepções. Por que assim torna-se semelhante à terra e ao universo. Não estar apegado libera os outros simultaneamente. Você não é capaz de deixar de sentir desejos, mas é muito capaz de não estar mais preso, sitiado, diminuído, limitado e definido, pelos desejos. Por que você é capaz de não estar possuído pelos desejos. Desprender-se é a coisa mais importante que o ser humano é capaz de fazer nessa existência.
Seu corpo-mente não é definitivo. A habilidade de penetrar o profundo desprendimento e nele permanecer é o contato definitivo com o eterno. A habilidade de se desprender é o mais poderoso carma para a nossa liberação final. Encontrar-se desprendido é reconhecer seu lar além do tempo-espaço. O desapego é uma atitude totalmente humana e transcendente. Embora este seja o estado natural da "mente do universo", para o ser humano é necessário uma ação e uma determinação neste sentido. Sem absolutamente nenhum prejuízo à sua integridade.
A habilidade de livrar a mente do apego a si mesma, e portanto do mundo, é exatamente a liberação do sofrimento. A única maneira de livrar o mundo de todo o sofrimento. Um salto além de todos os impedimentos. O fim do medo.


segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

SER ESPIRITA



Ser espírita não é ser nenhum religioso; é ser cristão... Não é ostentar uma crença; é vivenciar a fé sincera... Não é ter uma religião especial; é deter uma grave responsabilidade...
 
Não é superar o próximo; é superar a si mesmo... Não é construir templos de pedra; é transformar o coração em templo eterno...
 
Ser espírita não é apenas aceitar a reencarnação; é compreendê-la... como manifestação da Justiça Divina e caminho natural para a perfeição... Não é só comunicar-se com os Espíritos, porque todos indistintamente se comunicam, mesmo sem o saber...
 
Ser espírita não é apenas consumir as obras espíritas para obter conhecimento e cultura; é transformar os livros, suas mensagens, em lições vivas para a própria mudança... Ser sem vivenciar é o mesmo que dizer sem fazer...
 
Ser espírita não é internar-se no Centro Espírita, fugindo do mundo para não ser tentado; é conviver com todas as situações lá fora, sem alterar-se como espírita, como cristão...
 
O espírita consciente é espírita no templo, em casa, na rua, na fila, ao telefone, sozinho ou no meio da multidão, na alegria e na dor, na saúde e na doença... Ser espírita não é ser diferente; é ser exatamente igual a todos, porque todos são iguais perante Deus...
 
Não é mostrar-se que é bom; é provar a si próprio que se esforça, porque ser bom deve ser um estado normal do homem consciente. Anormal é não ser bom...
 
Ser espírita não é curar ninguém; é  contribuir para que alguém trabalhe a sua própria cura... Não é tornar o doente um dependente dos supostos poderes dos outros; é ensinar-lhe a confiar nos poderes de Deus e nos seus próprios, que estão na sua vontade sincera e perseverante...
 
Ser espírita não é consolar-se em dar, porque pelas leis naturais da vida, é mais bem aventurado dar do que receber...
  
Não é esperar que Deus desça até onde nós estamos;  é subir ao encontro de Deus, elevando-se moralmente e esforçando-se para melhorar sempre.
 
Isto é ser Espírita com as bênçãos de Jesus, nosso Mestre. 
 
Aprendendo a lidar com as crises.
autor Wanderley Pereira.


quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Biografia de Maria, a mãe de Jesus

Mesmo sendo virgem, Maria soube pelo anjo Gabriel que estava grávida. Daria à luz o Filho de Deus. Contou a novidade a seu companheiro, José, que, de primeira, não embarcou na história. Repudiou Maria. Depois, o casal se reconciliou. Veio a especulação teológica: após o nascimento de Jesus, Maria teria tido relações sexuais com o marido carpinteiro. E assim tiveram quatro filhos, Tiago, José, Simão e Judas.

A sequência dos acontecimentos acima combina informações citadas na Bíblia a detalhes descritos em textos apócrifos, classificados como falsos pela Igreja Católica. São fragmentos da narrativa apresentada pelo jornalista Rodrigo Alvarez em "Maria - A Biografia da Mulher que Gerou o Homem Mais Importante da História, Viveu um Inferno, Dividiu os Cristãos, Conquistou Meio Mundo e É Chamada de Mãe de Deus"

Para reconstituir os passos da personagem em 206 páginas, o autor recorre aos evangelhos e outros textos bíblicos, documentos históricos (muitos do acervo do Vaticano), relatos não reconhecidos pela Igreja Católica e até mesmo pesquisas arqueológicas. O resultado é um mosaico de versões, por vezes contraditórias, sobre a trajetória de Maria. Sem deixar de destacar as dúvidas existentes em torno de cada situação retratada, Alvarez aborda temas que provocaram discussões teológicas ao longo de séculos como a virgindade ou lugar e data da morte de Maria.

"A decisão foi admitir sempre as fragilidades da história. Deixo claro quando não existem provas a respeito de uma informação", diz o escritor.

A biografia menciona o suposto adultério associado a Maria e citado no Talmude (livro sagrado da religião judaica), que contribuiu para acirrar as desavenças históricas entre cristãos e judeus. O trecho relacionado à traição foi excluído do Talmude ainda no século 17.

"Foi um boato sem fundamento, mas que precisava ser contado neste contexto histórico", pondera Alvarez.
Ele ressalta que alguns detalhes jamais comprovados nas escrituras acabaram incorporados à tradição da religião.

"Os pais de Maria são conhecidos como Ana e Joaquim. São chamados assim há muitos séculos. Só que isso não está escrito em lugar nenhum. Não há nenhuma escritura ou texto sagrado que mencione os nomes Ana e Joaquim", diz o jornalista. Alvarez trabalha como correspondente da TV Globo em Jerusalém desde 2013 e mora a dois quilômetros da casa considerada pelo Vaticano como o lugar onde Maria nasceu. O caminho até a biografia passou pelo livro anterior de Alvarez, sobre Nossa Senhora Aparecida, publicado em setembro de 2014, com uma tiragem inicial de 15 mil exemplares. Um ano depois, "Aparecida" é considerado best-seller: ostenta a marca de 180 mil exemplares vendidos.
Com o respaldo deste resultado, "Maria" chega nesta semana às livrarias com uma tiragem inicial de 100 mil cópias.

Outro número da biografia diz respeito ao papel secundário da mãe de Jesus nas escrituras. "Só existem seis falas atribuídas a Maria em toda a Bíblia", diz o autor.
A chave da história de Rodrigo Alvarez é explicar como, mais de 400 anos após a morte de Jesus, a virgem coadjuvante passou a ser exaltada como a Mãe de Deus.

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