segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Allan Kardec e o espiritismo, uma religião bem brasileira


Em Outubro, comemora-se o aniversario de Allan Kardec no mundo inteiro. Mas foi em 17 de setembro de 1865, oito anos depois da fundação oficial do espiritismo na França, foi realizada em Salvador a primeira sessão da doutrina no Brasil, liderada por um jornalista, Luís Olímpio Teles de Menezes. No mesmo ano, surgiu o primeiro centro do país. Em pouco tempo, a visão científica, filosófica e religiosa de Allan Kardec se transformaria em uma religião tipicamente brasileira, divulgada por intelectuais nas nossas maiores cidades. Anos antes de ganhar as massas com Chico Xavier, os seguidores de Kardec já tinham uma nova capital, nos trópicos.

Atualmente, o trabalho iniciado por Kardec tem 13 milhões de seguidores no mundo. A maioria, 3,8 milhões, está no Brasil. Nossos espíritas têm os melhores indicadores socioeducacionais dentre os fiéis de todas as religiões praticadas no país – 31,5% deles têm nível superior completo, segundo o IBGE. Entre 2000 e 2010, eles saltaram de 1,3% da população para 2%. O sucesso nos cinemas é resultado da boa imagem da religião: em 2010, Chico Xavier, a biografia do médium mais famoso do século 20, alcançou 3,4 milhões de espectadores e Nosso Lar, no mesmo ano, chegou a 4 milhões.

Mas o que explica essa adesão massiva a uma doutrina que se equilibra entre a religião e a ciência no maior país católico do mundo? “O Brasil tem uma tradição de religiosidade popular muito aberta ao contato com a vida após a morte e a comunicação com espíritos. As classes média e alta não podiam contar com as religiões de origem africana ou indígena como expressões formais de sua fé. O kadercismo, com seu berço francês, satisfez essa necessidade”, afirma John Monroe, historiador e professor da Universidade de Iowa.



SAIBA MAIS
Livros
Kardec: A Biografia, Marcel Souto Maior, Record, 2013
História do Espiritismo, Arthur Conan Doyle, Pensamento, 2004
ABC do Espiritismo, Victor Ribas Carneiro, Federação Espírita do Paraná, 1996
Para Entender Allan Kardec, Dora Incontri, Lachâtre, 2004

FONTE: http://guiadoestudante.abril.com.br


sexta-feira, 15 de agosto de 2014

AGOSTO: MÊS BEZERRA DE MENEZES

ORAÇÃO A 
BEZERRA DE MENEZES

Que eles nos assistam, Senhor, consolando os aflitos, curando aqueles que se tornem merecedores, confortando aqueles que tiverem suas provas e expiações a passar, esclarecendo aos que desejarem conhecer a Verdade e assistindo a todos quantos apelam ao Teu Infinito Amor. 

Jesus, Divino Portador da Graça e da Verdade, estende Tuas mãos dadivosas em socorro daqueles que Te reconhecem o Despenseiro Fiel e Prudente; faze-o, Divino Modelo, através de Tuas legiões consoladoras, de Teus Santos Espíritos, a fim de que a Fé se eleve, a Esperança aumente, a Bondade se expanda e o Amor triunfe sobre todas as coisas. 

Bezerra de Menezes, Apóstolo do Bem e da Paz, amigo dos humildes e dos enfermos, movimenta as tuas falanges amigas em benefício daqueles que sofrem, sejam males físicos ou espirituais. Santos Espíritos, dignos obreiros do Senhor, derramai as graças e as curas sobre a humanidade sofredora, a fim de que as criaturas se tornem amigas da Paz e do Conhecimento, da Harmonia e do Perdão, semeando pelo mundo os Divinos Exemplos de Jesus Cristo.

segunda-feira, 21 de julho de 2014

MANDELA

 
O que realmente conta na vida não é apenas o fato de termos vivido;
é a diferença que fizemos nas vidas dos outros que determina importância da nossa própria vida.

quarta-feira, 30 de abril de 2014

EMMANUEL E O TEMPO

Diz Emmanuel que o homem pode acumular o ouro para negociá-lo quando oportuno. Para tanto, dispõe de meios para reter a safra de cereais, na expectativa de preços que sejam mais convenientes ao lucro.

Entretanto, das riquezas que a Divina Providência lhe empresta, existe uma que ele não consegue armazenar: o tempo.

Toda criatura é obrigada a gastar suas horas, trocando-as por algo. Há quem as troque por trabalho e cultura, serviço ao próximo e dever cumprido, ociosidade e queixume, irritação e rebeldia. Ao fim de cada existência, os Admistradores da Horas perguntarão: O que fizestes do tempo que o Senhor te confiou?
 
Neste momento compreenderemos que o tempo é vida.

quarta-feira, 16 de abril de 2014

A "MULHER DE JESUS"


O pequeno fragmento de papiro conhecido como “Evangelho da Mulher de Jesus” é autêntico. O texto é o único no qual Cristo é retratado pronunciando as palavras “minha mulher”, em diálogos na língua copta (idioma egípcio, descendente da língua falada pelos faraós). Veja uma representação do fragmento (do tamanho de um cartão de crédito!) no infográfico abaixo.

A afirmação de autenticidade vem de um comunicado da Escola de Teologia de Harvard, onde trabalha a pesquisadora americana Karen King, responsável pela análise inicial do documento. Os dados que corroboram a autenticidade do papiro foram a datação do material pelo método do carbono-14 (que mede a antiguidade da matéria orgânica no papiro, ou em qualquer outro objeto) e a análise das moléculas de tinta nele, compatíveis com tintas antigas feitas à base de carvão. Cientistas de diversas instituições se uniram para fazer a análise.

Veredicto, segundo Harvard: a cópia analisada por King dataria de algum momento entre os séculos 6 e 9. Isso é só uma data mínima, veja bem — o texto em si pode ter sido escrito muito antes, ou perto da época da produção do papiro, é difícil dizer.

Abaixo, algumas notas rápidas sobre a nova análise, e sobre o que ela pode significar:

1)Muitos especialistas em cristianismo antigo continuam vendo com um bocado de desconfiança o texto, mesmo após os testes. A caligrafia é bizarra, há erros de gramática esquisitos no texto, as palavras cruciais (“minha mulher”) parecem ter sido escritas em negrito, entre outras coisas. Em tese, um forjador poderia ter pegado um papiro antigo e usado uma tinta produzida segundo métodos antigos pra chegar ao texto do fragmento.

2)Ainda que o texto seja autêntico, é muito difícil dizer do que exatamente Jesus estaria falando — ou seja, qual seria a teologia por trás da ideia de casamento dele por parte do autor do texto — sem ter o contexto mais amplo da narrativa, ou diálogo, ou sei lá o que seja essa obra. Ideias que, do ponto de vista de um cristão médio de hoje, seriam esquisitas ou mesmo absurdas circulavam pra todo lado nos primeiros séculos do cristianismo. A maioria delas, porém, não via com bons olhos a sexualidade e o casamento

3)Talvez o mais importante: esse tipo de texto não nos diz rigorosamente NADA sobre o estado civil do personagem histórico Jesus de Nazaré. Tudo indica que se trata de uma obra tardia, produzida por cristãos cujo interesse era retratar Jesus como base de suas especulações teológicas e místicas, e não contar algo de histórico sobre sua vida terrena.

O papiro pode trazer dados interessantes pra compreender algumas correntes de pensamento do cristianismo primitivo. É legal, mas muito menos bombástico do que uma suposta “certidão de casamento” de Jesus.